Aurora do Nascimento Furtado

Militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), Aurora foi assassinada pela ditadura militar aos 26 anos. Estudante de Psicologia na Universidade de São Paulo, teve militância ativa no movimento estudantil nos anos de 1967 e 1968. Conhecida como Lola, foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) até o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), quando passou para a clandestinidade ao entrar para a ALN.

Em 1972, foi presa, sofrendo torturas desde o momento de sua detenção. Foi encaminhada à “Invernada de Olaria”, uma grande delegacia da polícia civil no subúrbio carioca, ligada ao Esquadrão da Morte (hoje sede de um batalhão da PM). Lá, sofreu torturas no pau de arara, sessão de choques elétricos, espancamentos, afogamentos e queimaduras. Aurora foi submetida ao suplício da “coroa de Cristo”, uma tira de aço com parafusos colocada em volta da cabeça que gradativamente apertada leva ao esmagamento do crânio, fazendo os olhos saltarem para fora das órbitas.

A trajetória de Aurora e seu sofrimento na tortura foram narrados no romance “Em Câmara Lenta” (1977), escrito pelo ex-preso político e cineasta Renato Tapajós.

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