Corrida espacial

Para desespero dos norte-americanos, em 1961, os russos colocaram um homem no espaço. Era Iuri Gagarin, que, quando olhou a terra lá de cima, esqueceu que era um soldado e libertou sua alma de poeta. “A terra é azul”, foi a primeira frase que o novo herói soviético disse, palavras que se eternizaram por sua simplicidade, contrastando com um momento tão glorioso.

Antes dele, o mundo já cultuava outra heroína soviética, a cadelinha Laika, o primeiro ser vivo a orbitar o planeta terrestre numa espaçonave. Laika morreu na missão, mas Gagarin se tornou um herói mundial, para além de todas as diferenças ideológicas.

A partir de John F. Kennedy os EUA entraram pra valer na corrida espacial, gastando bilhões de dólares, para conseguir um feito inédito em 1969: colocar um homem na Lua e fincar a bandeira estadunidense em seu solo arenoso.

Além dos ganhos em pesquisas científicas na área de astrofísica, balística, mecânica e biologia, a corrida espacial também representava propaganda dos dois sistemas, que competiam para ganhar corações e mentes do mundo. E, atrás dessas glórias e conquistas, havia muito dinheiro e dezenas de mortos em acidentes de trabalho, como explosões de foguetes e quedas malsucedidas.

Com a crise do capitalismo e do socialismo nos anos 1970, e a acomodação da Guerra Fria, a corrida espacial deixou de ser prioritária. Os jovens e crianças de hoje já não sonham mais em ser astronautas ou cosmonautas, verdadeiras celebridades da Guerra Fria.

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