Millôr Fernandes

Milton Viola Fernandes, mais conhecido como Millôr Fernandes, era humorista, dramaturgo, desenhista, escritor e jornalista. Trabalhou em diversos veículos de comunicação no Brasil, sempre conhecido por seu texto afiado, com tons de ironia e sátira. Iconoclasta, foi responsável por diversas peças, ensaios, artigos, livros e publicações que criticavam o poder, a política e a ditadura.

É tido como um dos principais expoentes da imprensa alternativa no Brasil. Pouco após o golpe de 1964, fundou a revista PifPaf, que fazia críticas ao cenário político do país de modo irreverente, ao mesmo tempo em que debochava dos militares e seus aliados. Até ser fechada pela censura, a publicação perdurou por quatro meses e serviu, mais tarde, de inspiração para um dos mais conhecidos veículos alternativos durante o período, o jornal O Pasquim.

Também foi autor de diversas peças pioneiras no teatro de resistência à ditadura, como  Liberdade, Liberdade (em parceria com Flávio Rangel), que recorre a textos de vários autores ao longo da história – de Sócrates a Vinicius de Moraes, passando por Shakespeare e Jesus Cristo – sobre o tema da liberdade, individual, moral e política. Suas apresentações faziam sucesso por onde passavam e entusiasmavam jovens por todo o país. Mas, em 1966, a obra foi censurada.

Em 1972, Millôr Fernandes passou fazer parte da direção de O Pasquim, no qual permaneceu até 1975. Nas décadas de 1980 e 1990, colaborou com vários jornais e revistas pelo país. No entanto, por sua postura crítica e irreverente, constantemente teve problemas com as direções dos veículos onde trabalhava. No começo dos anos 2000, lançou o Saite Millôr Online, plataforma que usava para reunir trabalhos antigos e experimentar novos projetos.

No começo de 2011, sofreu um acidente vascular isquêmico que comprometeria em muito a sua saúde. Pouco mais de um ano depois, em março de 2012, morreu em seu apartamento no Rio de Janeiro. Reconhecido por seu trabalho como escritor, ele foi principalmente um criador de aforismas. Nas suas máximas está a célebre frase: “Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim”.

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