Memórias da Ditadura

Henry Sobel

Rabino radicado no Brasil desde 1970. Ainda na primeira infância, sua família se estabeleceu em Nova York, onde se formou rabino. Durante a ditadura militar, foi um grande defensor dos direitos humanos.

Em 1975, Sobel se recusou a enterrar o jornalista Vladimir Herzog na ala dos suicidas do cemitério israelita, por rejeitar a versão oficial acerca das circunstâncias da morte do jornalista. Sobel também se juntou a líderes de diferentes religiões no ato ecumênico em homenagem ao jornalista, em 31 de outubro de 1975, uma semana depois de seu assassinato, na Praça da Sé. Além de Sobel, estavam presentes o católico Dom Paulo Evaristo Arns e o protestante Jaime Wright. O evento atraiu 8 mil pessoas, além de 500 policiais e agentes da repressão.

Junto a esses dois líderes religiosos, participou de maneira destacada no projeto secreto de reunir toda a documentação da ditadura militar brasileira, que resultou na publicação, em 1985, do livro “Brasil: Nunca Mais”. Um marco na história dos direitos humanos no país, o livro expõe a tortura e os torturadores com base em farta documentação.

Entrevista Jornal da Gazeta

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frases

  • “Se houvesse um outro caso Vladimir Herzog, eu agiria da mesma forma. Estávamos lutando por um ideal só. A liberdade, os direitos humanos.” Sobre como recebeu a notícia da mudança de atestado de óbito de Vladimir Herzog.

    “Com muita alegria, porque Vlado merecia esse reconhecimento. E falta buscar outros Vlados cujos direitos foram violados, Vlados humilhados em vida e depois da vida. O trabalho pelos direitos humanos está apenas começando no Brasil. Temos um longo caminho a percorrer. E, enquanto for rabino, algo que pretendo ser até o fim da minha vida, assumo o compromisso de lutar por isso. A morte de Vladimir Herzog não terá sido em vão”.

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