A TV Cultura e a morte de Herzog

A Fundação Padre Anchieta, do governo do Estado de São Paulo, foi criada em 1968 para gerenciar a TV Cultura, comprada de Assis Chateaubriand. Em 1969, entrou no ar a emissora pública, com o objetivo de aprimoramento educativo e cultural dos telespectadores, com jornalismo de qualidade e programas que não buscavam conseguir audiência a qualquer custo.

Inicialmente com quatro horas diárias de programação, a TV Cultura já preenchia os requisitos de emissora pública educativa, exibindo teleaulas, documentários, e peças de teatro. No mesmo ano, entrou no ar um programa visto como vanguarda até para os dias de hoje: uma espécie de “terapia em grupo” de jovens na televisão, apresentado pelo psiquiatra Paulo Gaudencio. O Jovem Urgente discutia o desenvolvimento sexual e foi proibido pelo governo militar.

O noticiário da TV Cultura buscava explicações mais abrangentes sobre problemas do cotidiano e mostrava a realidade social brasileira. Em 1975, o diretor de jornalismo Vladimir Herzog foi preso. Os militares iriam interrogá-lo por fazer parte do Partido Comunista. Logo depois, divulgaram que Herzog teria se suicidado na cadeia, fato que levou anos para ser corrigido: ele foi torturado e morto pelos militares.

Paulo Gaudêncio apresenta o Jovem Urgente

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