Nunca fomos tão felizes

Baseado no conto Alguma coisa urgentemente, de João Gilberto Noll, se ampara nas possibilidades do encontro de Beto (Cláudio Marzo), com seu filho Gabriel (Roberto Bataglin). No início da década de 1970, Beto retira o menino do internato em que vivia desde a morte da mãe, e o leva para um grande apartamento na avenida Atlântica, em Copacabana, na capital fluminense, onde o instrui a esperar, até que conclua um trabalho, para que enfim possam se reunir em definitivo. Nesses dias Gabriel descobre não somente quem é o pai, mas também a si mesmo e ao mundo. Para Caroline Gomes Leme, autora da dissertação de mestrado que deu origem à publicação “Ditadura em imagem e som” (UNESP, 2014),”o longa constroi uma relação com o próprio cinema, quando pai e filho vão a uma sessão do filme Os Inconfidentes”. O longa de Joaquim Pedro de Andrade fala da luta pela liberdade da nação, uma luta que também pai e filho empreendem em Nunca fomos tão felizes.

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