Este é o retrato do militante Eduardo Collen Leite, conhecido pelo codinome “Bacuri”, um dos líderes da organização de luta armada Ação Libertadora Nacional (ALN). Capturado em 1970, Bacuri foi mantido vivo e torturado por 109 dias pelos agentes da equipe do delegado Fleury. Durante esse tempo, foi usado como isca para atrair e capturar outros militantes. Ao final do processo, quando não tinha mais utilidade para os repressores, foi executado. Seu caso, investigado pela Comissão da Verdade, expõe a metodologia da tortura sistemática usada como política de Estado durante os “Anos de Chumbo”.