Trouxas Ensanguentadas (1970), de Artur Barrio

A obra “Trouxas Ensanguentadas” do artista plástico luso-brasileiro se tornou um símbolo da mostra Do Corpo à Terra. Eram trouxas de pano, preenchidas com material orgânico e dejetos, cortadas a golpes de faca. O artista inseriu ainda um pedaço de carne de onde saía sangue, dando a impressão de que se tratavam de corpos ensanguentados. A intervenção, que chocou o público, aconteceu em terrenos baldios do Rio de Janeiro e no principal rio que corta Belo Horizonte, o Ribeirão das Arrudas. A polícia era constantemente chamada. O objetivo de Barrio era denunciar o “desovamento” de corpos de pessoas assassinadas pelo esquadrão da morte, em muitos casos a serviço do regime. O artista observava de longe a reação do público.

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