Inspirado em “malandros” e figuras da marginalidade social como o Cara de Cavalo, acusado de matar um policial e morto em 1964 pelo esquadrão carioca, Oiticica criou a sua obra utilizando esta referência propondo a transgressão dos valores conservadores propagados na sociedade e impostos pela ditadura. , O artista foi acusado de fazer apologia ao crime com esta obra marcante no movimento chamado de marginália ou cultura marginal, que passou a fazer parte do debate cultural brasileiro, entre o final de 1968 e meados da década de setenta.. Portanto, a marginalidade é considerada uma forma de transgressão dos valores conservadores e burgueses, identificados com o regime militar, aliado à idealização do mundo do crime, como reflexo das contradições sociais.