Antonio Manuel apresentou seu corpo como uma obra de arte, usando as suas próprias medidas para definir as dimensões do trabalho. Após ter sua inscrição rejeitada no Salão Nacional de Arte Moderna, Manuel se apresentou nu, fazendo poses no museu como uma escultura viva. O gesto gerou escândalo e censura. Posteriormente, o artista transformou a ação em um objeto físico: uma caixa de madeira com uma fotografia sua, com a genitália coberta por uma tarja preta, sobre a qual está escrita a palavra “corpobra”, no lugar onde estaria escrito “censurado”. A obra é uma crítica direta à repressão e à censura das ideias e dos corpos.