Flávio Império utilizou materiais simples como algodão e estopa, além de máscaras expressivas e imagens de migrantes nordestinos para construir os cenários e figurinos da peça Morte e Vida Severina (1960). A cenografia trouxe à tona as desigualdades sociais e a realidade da migração rural-urbana, temas silenciados pelo regime. Ao lado de Gianfrancesco Guarnieri e de Augusto Boal, Flávio Império foi considerado um dos fundadores do Teatro de Arena.