A obra “Trouxas Ensanguentadas” de Artur Barrio espalhou por espaços do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte dezenas de pacotes de pano manchados com sangue e recheados com carne e ossos, dando a impressão de que se tratavam de corpos ensanguentados. As pessoas, ao se depararem com as “Trouxas Ensanguentadas”, eram confrontadas com a brutalidade da repressão, a denúncia de pessoas desaparecidas no regime e a violência política. Barrio observava de longe as reações do público, deixando que a obra provocasse medo, dúvida e indignação.