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5º Congresso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
No 5º Congresso do MST, a luta pela reforma agrária ecoa. A ditadura militar, ao invés de democratizar a terra, concentrou-a ainda mais, reprimindo brutalmente movimentos camponeses e gerando conflitos que persistem até hoje.

Século XXI: agronegócio e a Reforma Agrária

Século XXI: agronegócio e a Reforma Agrária

Falar de Reforma Agrária implica em pensar uma reforma do sistema agrário do Brasil, pela superação do modelo político hegemônico vigente. Um projeto é posto em jogo: o do agronegócio, que expande seu tamanho e poder a partir do controle político e econômico dos territórios em que atuam, implicando as velhas formas de dominação cultural, do trabalho, convertendo isso em capital eleitoral e na ampliação da bancada ruralista em espaços legislativos. Tal processo não garante a produção de alimentos suficientes para a população brasileira, depende de amplos territórios agrícolas e foca em apenas cinco variedades de produção: soja, milho, sorgo, eucalipto e gado de corte, que têm peso nas bolsas de valores internacionais. Esse modo de produção, ademais, é ambientalmente insustentável, pois depende de alta utilização de agrotóxicos, mecanização pesada, uso abusivo de água e alto desmatamento para ampliar suas fronteiras de produção monocultoras.

Um projeto alternativo é o da retomada da Reforma Agrária. Para isso, o primeiro passo é romper com a lógica do latifúndio e democratizar a terra no país, cumprindo o requisito essencial da função social da terra, como consta na Constituição Federal de 1988. Importante demarcar que vivemos um alto impacto ambiental, agravado pelo agronegócio, gerando a maior crise hídrica da história. Recuperar a Reforma Agrária, portanto, deve retomar o controle racional da produção de alimentos, tendo na agroecologia o sistema produtivo necessário para recuperar áreas de proteção ambiental, de recarga aquífera, utilizando outra lógica de produção de alimentos saudáveis, que leve em conta a perspectiva do trabalho a partir do desenvolvimento das cooperativas de agricultores familiares e camponeses. Uma Reforma Agrária que permita a industrialização da produção dos assentamentos com tecnologias de produção de baixo impacto e alta produtividade, que estimule a utilização de defensivos naturais, sementes agroecológicas e rotatividade de culturas, garantindo a base da produção de alimentos saudáveis necessária para a dieta dos trabalhadores do campo e da cidade.

A repressão no campo é uma realidade que precede o período da ditadura militar e que se mantém até hoje: a violência sofrida pela população no meio rural, ainda que seja denunciada, frequentemente não é sequer registrada nas delegacias. As causas institucionais e políticas que restringiram o acesso de camponeses aos direitos da Justiça de Transição, apenas fortalecem o entendimento de que as violências cometidas contra os camponeses no passado precisam ser combatidas, pois, com novas aparências, as violações se repetem insistentemente no presente.

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Apoio ao Educador
Aplique o conteúdo sobre a ditadura no Brasil na sala de aula para ampliar o estudo da História do Brasil e a formação da cidadania com o suporte de sequências didáticas e a promoção do protagonismo dos alunos. Consulte sequências didáticas que poderão auxiliar os educadores a trabalharem o tema da ditadura militar brasileira em sala de aula.
Acervo
Explore uma diversidade de conteúdos relacionados ao período da ditadura militar brasileira que ocorreu entre 1964 e 1985.
Cultura e Sociedade
Apesar do conservadorismo e da violência do regime, a produção cultural brasileira durante a ditadura militar se notabilizou pelo engajamento político e desejo de mudança. Conheça um pouco mais sobre as influências do período em diversos setores da sociedade.
Repressão e Resistência

O Estado brasileiro utilizou uma série de mecanismos para amedrontar a população, sobretudo aqueles que não estivessem de acordo com as medidas ditatoriais. Conheça os reflexos do aparato repressivo e os focos de resistência na sociedade.